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Anos 60
No dia
09 de março de 1959 foi feita a mudança, de Pinheiro
Marcado para Passo Fundo, foi formada uma nova equipe de
dirigentes para assumir as tarefas do novo seminário
gaúcho, cujos nomes são:
Pe. Odilon Hackenhaar – reitor e professor, Pe.
Guilherme Sônego – diretor, ecônomo e professor, Pe.
Adão Monticelli – sub-ecônomo e missionário, Pe. José
Voguel – missionário, Pe. Gildo Darós – missionário, Pe.
Balduíno Birk – professor, Pe. José Neri Marcuzzo –
prefeito do seminário e professor, Pe. Fredolino Strehl
– professor, Pe. Renato Tonon – diretor espiritual e
professor, Irmão José Ciupertino Uschold – marceneiro,
Irmão Wolfgang Scheck – porteiro, roupeiro, sacristão. O
vice-provincial de POA era o Pe. Luís Pessi.
A construção do novo seminário era ampla e ainda
não estava terminada, contudo, já estava em condições de
ser habitada. Foi oficialmente inaugurada no dia seis de
janeiro de 1961.
De 1959 até 1968 o funcionamento da instituição
redentorista passofundense ocorreu em regime de
Seminário, atendendo um número significativo de rapazes
(chegando aproximadamente a 180 seminaristas, cursando o
1º e 2º grau, atualmente intitulado Ensino Fundamental e
Médio) dedicados à formação e promoção da vocação
religiosa missionária. Em 1969 começa a receber alguns
alunos externos (meninos).
Até 1960 a alfabetização era feita no próprio
Seminário, intensivamente. Muitos alunos começavam
semi-analfabetos, vinham do interior ou de pequenas
vilas, onde as escolas não tinham condições de trabalhar
com grande número de alunos. Na maioria das vezes, eram
as pessoas que mais se salientavam na localidade. Eram
alunos simples e dóceis, embuídos de grande vontade de
aprender, que abandonavam o interior em busca de uma
vida nova.
De 1960 até 1965 é a fase da República Populista, o
Brasil vai gradativamente se transformando de um país
agrícola em um país industrial. A população continua
sendo, em sua maioria, rural mas com um grande
crescimento urbano. Aparecem muitas pequenas cidades do
interior, em função dos meios de comunicação, das
estradas, o rádio passa a ser mais difundido, lançam-se
revistas, surgem pequenas indústrias e casas comerciais.
Aumenta o consumo em função do aumento da população.
A clientela do Menino Deus começa a mudar. Finda o
período de alfabetização no seminário (preparatório) e
os alunos ingressam no ginásio (atualmente designado
Ensino Fundamental, 5ª a 8ª séries). Estes alunos vêm em
sua maioria, das pequenas vilas e cidades e, em menor
número, de médias e grandes cidades. A família ainda é
patriarcal, a obediência, a docilidade são elementos
essenciais de nossos alunos, o desejo de saber é grande.
O professor continua sendo o centro, a sabedoria. |