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Anos
70
Em
1972, a Escola abriu suas portas para alunos externos,
rapazes e moças. O então seminário Menino Jesus mudou o
seu nome para Instituto Menino Deus, uma vez que aqui em
Passo Fundo já existia a Escola Menino Jesus.
À medida que a cidade foi crescendo, 1970/1980, a
escola também foi aumentando seu número de alunos
externos. Porém, decrescia o número de alunos
internos-seminaristas, a seleção se tornava mais
rigorosa, em decorrência disso as turmas ficaram
reduzidas.
O Seminário repensa o seu papel na comunidade e
considera que poderá expandir seu potencial contribuindo
na formação de jovens lideranças, imbuídas do espírito
cristão, conforme os princípios afonsianos.
Como a escola tinha um caráter comunitário parte do
pagamento das mensalidades, dos alunos externos, eram
decorrentes das verbas do Estado e do Município, pois as
vagas ocupadas por esses vinham em forma de bolsas de
estudos, uma vez que as escolas públicas locais não
dispunham de vagas suficientes para abranger toda a
demanda de estudantes carentes. Entretanto, o número de
bolsas não era suficiente a todos os que se interessavam
em estudar no IMD, assim, aos alunos que não tinham
condições financeiras e faziam parte da comunidade era
cobrada uma pequena mensalidade afim ajudar nos custos.
O público do IMD era formado por adolescentes e jovens
oriundos da vizinhança, Vila Santa Marta, interior de
Passo Fundo, pequenos distritos e cidadezinhas mais
próximas. Suas condições econômicas eram precárias e o
modo de agir do seminário, agora transportado para a
escola, conduziam-na para um compromisso social com a
comunidade.
De 1965 a 1975 iniciam-se grandes transformações na
sociedade brasileira e mundial. Os sistemas são
questionados (igreja, família), os valores, também. Os
meios de comunicação tornam-se mais abundantes e
variados. Acontece o êxodo rural e a urbanização. A
cidade de Passo Fundo se aproxima cada vez mais do
Menino Deus, que ainda continua como “zona rural”.
A clientela muda muito com a formação do colégio
misto (entrada das meninas). Dois tipos de alunos podem
ser notados, embora tenham características semelhantes:
o aluno que vem do interior e o aluno oriundo da
periferia de Passo Fundo, descendente de
ex-agricultores, contudo, com idéias urbanas. Estes
diferem por sua origem e por algumas idéias mais urbanas
de mudanças, porque os próprios pais mudaram (ou não) de
local de trabalho. As semelhanças é que continuam filhos
de famílias patriarcais, a obediência e a docilidade são
virtudes indispensáveis para os próprios alunos.
Todavia, os alunos começam a apresentar um espírito
maior de iniciativa e de questionamento. O cotidiano da
escola vai se transformando.
Assim entre dificuldades, desafios e dedicação
constituía-se uma nova Escola Congregacional, mantendo o
carisma redentorista, a firmeza de sua proposta de
formação humanitária e científica rigorosa, de
simplicidade e humildade, de formação de lideranças
comunitárias, de espírito solidário.
Vale a pena registrar que em 1972, o Museu do IMD,
que foi construído e sempre cuidado pelo Pe. Oscar
Krindges, recebeu a sua sala definitiva, na qual
continua até os dias atuais. |