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Anos 80
Inicia a fase de transição, é a época em que o Brasil
passa da ditadura à democracia. Continuamos a receber
alunos do interior, mas em minoria. Passo Fundo cresce,
cada vez mais a Escola entra na cidade, ou seja, passa a
fazer parte do meio urbano. As pessoas passam a respirar
gradativa e lentamente o ar da liberdade, os jovens e
adolescentes dos anos sessenta casam e começam a ter
seus filhos.
Os alunos continuam sendo filhos de pais que, em
sua maioria, são membros de famílias tradicionais. As
contradições pais x filhos, escola x família, escola x
alunos, alunos x alunos, tornam-se cada vez mais
profundas e complexas, porém, continuam sendo obedientes
e dóceis, embora com iniciativas bem mais críticas,
identificam as injustiças sociais e questionam os
sistemas. O currículo da Escola muda continuamente para
atender as novas necessidades.
Os alunos dessa fase são filhos de pais urbanos, em
que a noção de liberdade é contra ou pró-ditadura.
Muitos se acham perdidos na liberdade, atarefados no
trabalho com carga horária e exigência de produtividade
cada vez maior, preocupados com a ascensão social. Os
filhos, por sua vez, perdem a noção dos limites e dos
valores, pois são modificados pela imposição dos meios
de comunicação, pelas novidades eletrônicas, permeados
por princípios individualistas, consumistas e de
competitividade.
A proposta político pedagógica vai se modificando a
partir das exigências de cada momento histórico, mas
procura manter seu caráter libertador em busca da
autonomia e cidadania de seus sujeitos. |