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Educação Libertadora
A natureza institucional
do IMD é constituída, centralmente, a partir de dois
elementos básicos: do projeto de sociedade que se busca
construir, de onde derivam os nossos princípios de
atuação; e da análise que fazemos da realidade.
Na ação
educativo-pedagógica os educadores do IMD tem como
objetivo estratégico a transformação da sociedade e a
construção de uma sociedade justa, fraterna, solidária e
democrática. Uma sociedade onde a sociedade civil assuma
e construa a sua cidadania , através de organizações
autênticas, autônomas e democráticas que expressem a
pluralidade social e garanta às classes populares o
poder de serem sujeitas de seu próprio destino. Uma
sociedade onde o Estado seja democrático, com
participação e controle popular e que oriente suas
políticas para a construção de uma ordem econômica que
garanta qualidade de vida ao conjunto da população
brasileira, distribuindo renda, riqueza e poder.
A construção de uma nova
sociedade exige a construção de cidadãos sujeitos
históricos capazes de intervir nos espaços da sociedade
civil e políticas capazes de disputar hegemonia,
buscando alterar a correlação de forças a favor do
projeto que se quer construir. Isto coloca para o IMD os
princípios e ideais da educação libertadora como
elementos centrais que perpassem a ação pedagógica da
escola.
A
Problemática da Liberdade
Um dos valores mais
prezados pelo ser humano é a liberdade. Não é algo dado,
mas construído. É uma conquista que se faz e que se
perpetua no cotidiano, especialmente nas relações com o
outro e no enfrentamento com a realidade. A liberdade
vincula-se estreitamente à consciência do ser sujeito. O
homem torna-se sujeito à medida em que tem nas mãos o
seu caminho e seus objetivos, o que lhe exige constantes
opções. A opção, por este ou aquele caminho é atribuído
da liberdade. Somente a consciência de ser livre permite
ao homem optar. É uma conquista e ao mesmo tempo um
desafio. Gera crises e conflitos que, às vezes, não
desejamos assumir. Ser sujeito exige do ser humano este
enfrentamento. Para ser livre necessita-se antes de tudo
ser sujeito. Este exercício se efetiva na luta contra os
limites e na busca da realização pessoal. O confronto
contra os limites, que insegurança não é algo passivo ao
ser humano, ao contrário, o angustia e o caracteriza
como um ser finito. A tendência natural seria a
acomodação e a passividade, que nada constrói. Como
sujeito o homem exercita sua liberdade na superação e na
busca.
A arte de educar traz
presente esta dimensão. Educar é construir conscientes
do lugar que ocupam no meio onde vivem (escola,
comunidade, sociedade). É preparar o educando exercer
sua liberdade com consciência e responsabilidade. No
exercício da liberdade o educando fortalece sua condição
de sujeito e constrói sua história.
A
Arte de Educar
O ato de educar (e-ducare
no latim) muito mais que uma atividade isolado na vida
do ser humano é um processo, e como tal envolve todo o
ser humano e acontece em toda a sua vida. A educação
deve gerar transformações. Significa que no processo de
transmissão e troca de conhecimentos e,
consequentemente, da socialização aparece em evidência a
perspectiva de transformação. O processo educativo como
encontro de sujeitos: educando, educador, realidade,
surge e se faz dialeticamente. Sujeitos diferentes que
se encontram na prática educativa com objetivos comuns.
A prática, quando
refletida e conduzida por uma metodologia adequada
permite que as transformações se tornem instrumentos de
melhora qualitativa da prática. Ao mesmo tempo os
sujeitos envolvidos na prática (educador, educando,
contexto) sofrem transformações. É importante, de parte
dos envolvidos no processo, a abertura ao novo que
emerge. É desafiador porque questiona, mas é fundamental
para que a Escola gere cidadãos livres.
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